PICHA – CULTURA POP AFRICANA
África traz ao Brasil
Histórias em Quadrinhos de seu povoO universo das Histórias em Quadrinhos africanas
Picha na língua Swahili, ou suali, quer dizer “desenho” e é uma corruptela da palavra inglesa “picture”, imagem. Picha é também o título desta exposição de Histórias em Quadrinhos apresentando uma imagem colorida e rica da diversidade do continente africano.
Os quadrinhos africanos estão indo muito bem. Há desenhistas africanos ativos em todo o continente. Há muitos Festivais de Histórias em Quadrinhos e muitas revistas e álbuns sendo publicados. No Senegal, por exemplo, há um seriado de televisão muito popular baseado em um personagem de quadrinhos: Goorgoorlu.
A vida de Mandela foi descrita em quadrinhos na África do Sul e muitas revistas estão usando as Histórias em Quadrinhos para alertar os soldados sobre os perigos da AIDS na Etiópia. É muito surpreendente notar como as Histórias em quadrinhos africanas refletem a realidade (política) africana. Para se falar também de coisas mais leves e alegres é preciso recorrer a subterfúgios.
A famosa série de quadrinhos Aya de Ypougon, de Marguerite Abouet, da Costa do Marfim, é uma novela gráfica, tendo como foco o amor, brigas e adultério. Mas este quadrinho tem como cenário os tranquilos anos 1970 do país, quando a guerra civil da Costa do Marfim ainda estava muito longe de acontecer.
Na África, as Histórias em Quadrinhos podem ser produzidas por um baixo custo, não é necessário ter diploma universitário e são facilmente acessíveis sob o ponto de vista de comunicação. Estes três fatores são favoráveis para um continente com uma infra-estrutura artística limitada. Existe, no entanto, um problema: os quadrinhos precisam ser distribuídos para poderem ser lidos e, muitas vezes, não existem canais para fazer isso. Além disso, apesar dos quadrinhos serem um produto barato, ainda é oneroso para o poder aquisitivo dos leitores africanos.
Retrospectiva ímpar e banco de dados
Picha é um projeto de duas facetas. A exposição exibe as obras de roteiristas e desenhistas de quase todo o continente. Esta mostra é composta de originais de desenhos, álbuns, revistas e Histórias em Quadrinhos publicadas em jornais e revistas. Por outro lado, é um banco de dados contendo muitas informações sobre desenhistas, chargistas e caricaturistas de vários países africanas.
Picha é uma iniciativa da NCDO, organização holandesa que promove o desenvolvimento de cooperação internacional sediada nos Países Baixos. Picha foi exposta no Museu Africano da Holanda, de maio a agosto de 2008. Viajou para Lagos, na Nigéria (novembro a dezembro de 2008) e para o Festival de Histórias em Quadrinhos Nostrum, em Palma de Mallorca, Espanha (maio a junho de 2009), e agora chega ao Brasil.
O Museu Afro Brasil de São Paulo acolhe esta mostra possibilitando ao público brasileiro uma visão ímpar para da arte das Histórias em Quadrinhos africanas. Esta exposição, além dos desenhistas da África, o norte-americano David Brown e o brasileiro Maurício Pestana engrandecem este evento mostrando as semelhanças e diferenças dos desenhistas afro-descendentes nestes dois países junto com seus pares na África.
Este projeto foi viável graças à colaboração da Fundação Príncipe Claus, e NCDO, na Holanda. A exposição Picha no Brasil foi organizada pela Profa. Dra. Sonia M. Bibe Luyten.
A mostra brasileira e norte-americana foi organizada por Maurício Pestana, com apoio do Consulado dos Estados Unidos da América em São Paulo.
ABERTURA:
Dia 14 de outubro de 2009 a partir das 18h30
Abertura e conferências: Dia 14 de outubro às 20h00 – (auditório), com David Brown, Mauricio Pestana, Nobuyoshi Chinen, Sonia Luyten entre outros.
CONTATOS MÍDIA:
Sonia Luyten: (011) 9829 7977 e (011) 8921 5112
Mauricio Pestana: (011) 9690 9381INFORMAÇÕES:
Data: de 14 de outubro de 2009 a 8 de novembro de 2009
Horário: das 10h às 17h, com permanência até 18h.
Onde: Museu Afro Brasil, Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Parque Ibirapuera, 04094-050 – São Paulo, SP
Telefone: 5579-0593.
Estacionamento pelo portão 3 do parque, com zona azul.
Agendamento para grupos, pelo telefone 5579-0593 em horário comercial.
Website: http://museuafrobrasil.com.br/index_01.aspPATROCÍNIO
A Fundação Príncipe Claus – Organização holandesa que estimula e apóia atividades no domínio da cultura e desenvolvimento por concessão de prêmios, financiamento e produção de publicações, além de financiamento e promoção de networks e projetos inovadores. Dá apoio a pessoas e organizações, nomeadamente em países africanos, asiáticos e latino-americanos. Igualdade, respeito e confiança são os parâmetros essenciais de tais parcerias; qualidade e inovação são as condições prévias para apoio.
NCDO representa a Comissão nacional para cooperação internacional e desenvolvimento sustentável. NCDO envolve pessoas nos Países Baixos em cooperação internacional e os apóiam com informações, subsídios e aconselhamento. Os objetivos do Milênio fornecem o ponto de referência para todas estas atividades. No ano 2000, 189 países concordaram com essas metas para reduzir a pobreza no mundo antes de 2015.
ORGANIZADORES
Sonia M. Bibe Luyten – Curadora da Exposição Picha no Brasil – Doutora em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Jornalista, professora e pesquisadora em Histórias em Quadrinhos desde 1972, têm centenas de artigos publicados no Brasil e no exterior e livros sobre o assunto. Lecionou em universidades no Brasil e no exterior (Japão, Holanda e França) e obteve vários prêmios nacionais e internacionais em reconhecimento pelo seu trabalho. Sua primeira pesquisa sobre as HQs africanas foi publicada no site www.universohq.com.br em 21/05/2004. Atualmente é Presidente do Troféu HQMIX – o Oscar das Histórias em Quadrinhos e Humor.
Maurício Pestana – Curador da exposição Picha Brasil e Estados Unidos. Publicitário, cartunista, escritor e roteirista, com trabalhos publicados no Brasil e no exterior. Sua extensa obra tem se destacado, principalmente pela luta em favor dos direitos humanos e cidadania plena das minorias brasileiras, feito que lhe concedeu reconhecimento internacional.Atual Presidente do Conselho Editorial de Raça Brasil e Conselheiro do Plano Nacional de Cultura. Seu trabalho inclui também cursos, workshops, oficinas e assessoria nas áreas de educação e diversidade para editoras, sindicatos, entidades governamentais e não-governamentais, fazendo com que seja considerado um dos mais importantes artistas iconográficos da atualidade. Autor e co-autor de diversas exposições e publicações
REALIZAÇÃO
Governo do Estado de São Paulo
Museu Afro Brasil, Organização Social de Cultura
